A Rádio Treze de Maio teve um valioso papel educativo e religioso para as atividades da Diocese de Goiás, em especial para a sede do Episcopado, a cidade de Goiás, antiga Capital do Estado e os municípios circunvizinhos.
Desde sua fundação, a emissora se constituiu num importante instrumento de comunicação, de prestação de serviços e de integração das comunidades de Goiás e região, com enfoque nos pobres e mais necessitados. Salienta-se, também, a carência, naquele tempo, de informações e instruções confiáveis.
Em face desse pioneirismo, em promover uma evangelização comprometida com a ética e a moral, em defender e difundir os direitos humanos e a cidadania, é que a Rádio Treze de Maio teve sua concessão cassada pelo Regime Militar em maio de 1974.
O seu arbitrário fechamento deixou uma grande lacuna na Cidade de Goiás e região, bem como em toda a Diocese de Goiás, em razão do importante papel exercido pela emissora. Os protestos para a sua reabertura foram muitos, mas a mobilização só ganhou força após o fim da ditadura militar, em 1985.
Contudo, os pedidos de devolução da concessão e, consequentemente, de reparo da injustiça cometida com o fechamento da Rádio, sempre esbarraram nas burocracias do Estado e na desestruturação, por um tempo, da Fundação Dom Abel, a mantenedora da Emissora cassada.Após muito empenho da Diocese e da Fundação, finalmente, em fevereiro de 2004, por meio do Decreto Legislativo n? 08, o Congresso Nacional outorgou permissão à Fundação Dom Abel para o funcionamento da RÁDIO TREZE DE MAIO, possibilitando, com isso, a retomada, pela Igreja de Goiás, por meio de veículo de comunicação próprio, em parceria com diversas outras entidades e movimentos, de projetos de evangelização e educação, interrompidos na década de 1970.